Em minha rotina de investigação interior eu sempre olho para um lado, para o outro e depois para dentro, sempre tentando entender minhas alterações racionais, minhas metamorfoses de percepções. É fabuloso lembrar que eu já acreditei na fada do dente, no Saci. E o mais interessante é compreender que eu precisei acreditar nessas fantasias para viver em um mundo real. Mas as descobertas aconteceram, eu percebi que a fada do dente estava sem verba e que o pé do saci é pra frente. Que droga!
Com o fim da inocência supus que também estava chegando ao fim da primavera das minhas fantasias, percebi os traços de um verão se aproximando. Chegando ao verão tive uma surpresa calorosa, minhas fantasias continuaram, agora sem tanta inocência, mas com muita coragem. Pensei em ser uma revolucionária ao extremo, uma ambientalista sem teto, uma modelo gorda... Entretanto, percebi que sou apenas um elemento de um sistema composto, e lutar sozinha contra ele não me faria causar tantas alterações nessa rede de intenções inversas. Mas ainda percebo em mim alguns suspiros do verão, que não quer me deixar.
E por mais uma estação estou passando, já observando o precipitar de um outono sem folhas, com alguns galhos secos...
E por mais uma estação estou passando, já observando o precipitar de um outono sem folhas, com alguns galhos secos...
Pergunto-me como será o outono da minha maturidade, ou o inverno da minha longevidade? Não sei! Mas até chegar lá estarei por aqui, racionalizando minhas entrelinhas e compartilhando com meu alterego minhas conclusões.
Esse texto foi otimo...só dá um pouco de medo do inverno...do frio...e nem sei se ele num ja tá akii...pelo menos sabemos que vai passar...
ResponderExcluirTambém gosto muito dessa texto, mas não precisa ter medo das estações das nossas vidas, elas são resultado dos nossos movimentos de rotação e translações pessoais, por isso não serão bruscas, virão no momento certo. Por isso as chamei de "as divinas estações".
ResponderExcluiroutra coisa legal: cada estação tem uma coisa que nos atrai, algo de especial. Seja o calor alucinante, ou o frio que nos faz querer ficar mais tempo abraçada, ou mesmo os galhos secos, ou ainda as lindas flores de maio.
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