sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Reflexo no espelho

Em meus passeios observacionais diários, tenho me percebido tão igual a algumas características das pessoas que me cercam. Vejo-me refletida nos defeitos das pessoas, em suas impaciências, descontroles emocionais, medos. Percebo que posso ter copiado também algumas qualidades, algumas bem interessantes, o desejo de sonhar com coisas que só aconteceriam no país das fantasias, a vontade de lutar por causas perdidas, enfim.
Será que sou resultado dos recortes que fiz das pessoas? Recortes de coisas boas e ruins. Sendo assim seria um plágio. Melhor, uma releitura, feita com base em pesquisas ou mesmo divagações.
Pergunto-me ainda, se sou resultado do simples recorte de um papel com cores, ou sou fruto do contexto de situações que me construíram ao longo do meu percurso? Se eu for um simples recorte colado, mesmo que bem colado, não me atrevo a sonhar mais com o mundo das fantasias. Contudo, se for resultado da interação de variáveis, onde eu sabia onde queria chegar e manipulei meu próprio resultado, fico feliz por perceber a importância que os recortes tiveram na minha vida. Por ter encontrado algumas variáveis incríveis que estão me ajudando a manipular meu próprio resultado.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

As experiências nos acorrentam ou nos libertam?

Todos nós enfrentamos milhões de experiências diárias, boas e ruins. E essas experiências vão se acumulando em nossa memória permanente, mas nem sempre são acessadas. Compreender o significado de cada experiência vivida é complicado, nem sempre conseguimos definir se avançamos ou regredimos com a situação vivida.
Mas de uma coisa eu tenho certeza, essas experiências aprofundam a alma. Todo ser que se coloca diante de múltiplas experiências acaba sendo moldado e refinado por elas, mas acredito que as experiências vão ao encontro de todos nós, logo todos deveríamos ser indivíduos mais profundos, moldados e refinados ao longo de nossas vidas. Então por que essa suposta fórmula de sabedoria não é uma regra? Shekespeare se adiantou em responder quando disse que não importa quantas velas assopramos, mas com os tipos de experiências de vida que tivemos e o que aprendemos com cada uma delas.
A verdade é que nem sempre entendemos a nossa rotina de experiências, e em alguns casos essa rotina limita nossa percepção e acaba fazendo com que passemos pelas estradas da vida como se estivéssemos dormindo ao longo do caminho. Em outros casos essa mesma rotina pode nos acorrentar em um universo fatalítico, fazendo com que percamos nossas perspectivas e desmereçamos o valor dessa nossa rotina de experiências.
Entender o caminho, desentender, se perder, se reencontrar é normal... mas o melhor é compreender cada uma dessas esquinas, e assim permitir que a nossa rotina de experiências liberte nossa mente, para descobrimos o significado de cada um delas .

sábado, 3 de setembro de 2011

As divinas estações da vida

Em minha rotina de investigação interior eu sempre olho para um lado, para o outro e depois para dentro, sempre tentando entender minhas alterações racionais, minhas metamorfoses de percepções. É fabuloso lembrar que eu já acreditei na fada do dente, no Saci. E o mais interessante é compreender que eu precisei acreditar nessas fantasias para viver em um mundo real. Mas as descobertas aconteceram, eu percebi que a fada do dente estava sem verba e que o pé do saci é pra frente. Que droga!
Com o fim da inocência supus que também estava chegando ao fim da primavera das minhas fantasias, percebi os traços de um verão se aproximando. Chegando ao verão tive uma surpresa calorosa, minhas fantasias continuaram, agora sem tanta inocência, mas com muita coragem.  Pensei em ser uma revolucionária ao extremo, uma ambientalista sem teto, uma modelo gorda... Entretanto, percebi que sou apenas um elemento de um sistema composto, e lutar sozinha contra ele não me faria causar tantas alterações nessa rede de intenções inversas. Mas ainda percebo em mim alguns suspiros do verão, que não quer me deixar.
E por mais uma estação estou passando, já observando o precipitar de um outono sem folhas, com alguns galhos secos... 
Pergunto-me como será o outono da minha maturidade, ou o inverno da minha longevidade? Não sei! Mas até chegar lá estarei por aqui, racionalizando minhas entrelinhas e compartilhando com meu alterego minhas conclusões.