sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Do comercial ao emocional

Toda data comemorativa tem uma razão de ser, uma explicação racional, um fato relacionado. Se fossem só pelas datas, pelos supostos aniversários, os movimentos desse globo já teriam tratado de sublimá-las da memória dos grupos sociais. Mas existe algo muito forte que nos conduz a lembrar dessas datas. E quantas datas!
O carnal que nos conduz aos prazeres da carne, nos afastando de Deus. A páscoa que traz à memória o sacrifício de Cristo. O dia das mães, dos pais, do seu João, das pátria, das crianças, ufa! Então é Natal...que festa linda! O aniversário do Salvador não poderia ser diferente.
Todas essas datas são impulsionadas por uma força comercial que deseja muito que todos comprem, comprem e comprem. Mas no final das contas essas datas trazem um motivo para sairmos da rotina, para subirmos ao alto de um monte de areia e descer rolando e depois olhar os fogos comemorando a chegada de mais um ano, que trará novas datas a serem comemoradas e novos motivos para amar essas datas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Antologia de experimentações

Diante do palco da vida eu sempre me experimento, busco em minha memória permanente personagens que já me emocionaram seja pela inteligência, pela coragem ou simplesmente pela força de errar com dignidade.
Os vilões me causam uma verdadeira mistura de sentimentos: inquietação, admiração... não que deseje ser uma, mas em algum momento todos nos acabamos sendo um pouco vilões de nossas próprias histórias. Os personagens coadjuvantes me alucinam, sempre tão discretos, mas com importância singular em qualquer contexto concatenado. Os anti-heróis são os únicos que me trazem repugnação, com uma malandragem desenfreada e um cinismo estampado na testa.  E os heróis, ah os heróis... Esses são meus ícones comportamentais: ética, lealdade, respeito, erro, acerto... conduzem seus passos, mesmo sem nem sempre conseguirem definir ou teorizar sobre o que realmente os impulsiona a continuarem seguindo um caminho de herói.
Eu já fui de tudo nessa vida, de Voldemort a Frodo. Fui e sou vilã em circunstâncias adversas, às vezes me pego sendo anti-heroína, o que realmente me irrita, mas quando consigo ser discreta e singular fico tão orgulhosa de conseguir ser uma coadjuvante respeitada. Contudo o que realmente busco, e não consigo, é ser uma heroína fora de qualquer padrão. Sem ser nenhum biótipo pré-determinado ou estereotipado. Uma heroína que se permita ser coadjuvante e ter certa amizade com vilões do bem. De poder subir no palco e experimentar tantos personagens quanto puder, de ir muito além sem deixar de estar tão perto dos meus amados coadjuvantes, vilões, anti-heróis, que sempre somam ao meu personagem em cena.