sexta-feira, 26 de agosto de 2011

As catarses nossas de cada dia

Cada indivíduo racional desse universo infinito é cheio de percepções internas, de conhecimentos profundos e diferenciados. Oriundos de histórias de vidas bem particulares, que acabam construindo na surdina de nossas percepções um universo de teorias não capitadas por nós mesmos.
Em vários momentos do nosso dever diário, observo que a rotina tapa nossos olhos, limita nosso raciocínio, desmerece nossas percepções. E nesses momentos um choque de adrenalina, de realidade aplicada nas veias, desnudada de todas as maquiações, nos faz perceber as construções que fizemos em nosso interior e guardamos suas conclusões para o momento que precisaríamos delas.
No momento em que as catarses emergem para nossa consciência, quando entendemos que as conclusões a que chegamos foram resultado de uma longa jornada, da rotina diária, de nossas frustrações e alegrias, percebo uma satisfação pessoal por ter gerado minha própria teoria sobre tudo ou qualquer coisa. Percebo que a cada dia posso acumular algo novo, que em algum momento será utilizado para chegar a uma nova conclusão.
 

sábado, 13 de agosto de 2011

Confiança X Desconfiança

A confiança não é o tipo de coisa que seja facilmente descrita. Mas eu preciso dissecá-la, entender suas entrelinhas. Há quem diga que é se entregar cegamente. Eu também acho, desde que era criança e tinha medo eu fechava os olhos e segurava na mão de quem confiava, dessa forma me sentia protegida e poderia percorrer os mais terríveis corredores das desconfianças, mas sempre de olho fechado sendo guiada pela mão quentinha de quem confiava. 
Mas a droga do cetismo tem me assolado, a fragilidade humana tem me feito desconfiar de forma desmedida! As esquinas sombrias dos corredores das desconfianças não têm mais me permitido encontrar a mão quentinha que me guiava.
A desconfiança parece ser o mais lógico, mais racional, completamente fundamentada. E a minha tão amada confiança tem perdido crédito, tem sido ridicularizada. Mas eu definitivamente ridicularizo o desconfiar!!!
Se vivermos fundamentados no desconfiar não teremos mais pra quem contar dos nossos calos e das nossas abturações doloridas.
Precisamos acreditar naquela mão quentinha capaz de nos guiar, mesmo que essa mão nos leve para um monte de areia movediça, chegamos lá (eu e a mão quentinha) porque em algum momento ela ou eu erramos o caminho. Afinal de contas a confiança entre seres imperfeitos não pode ser perfeita! Mas o melhor de um erro como esse, é que ele aconteceu no decorrer do processo de confiança. Logo confiar nem sempre me faz acertar o caminho, mas me permite reencontrar aquela mão quentinha.

sábado, 6 de agosto de 2011

A mágica de ser escriba

Eu absolutamente amo escrever! Amo desenhar com meu objeto sagrado meus raciocínios, meus devaneios. Tenho a impressão que quando escrevo meus pensamentos, eles se tornam mais reais, mais palpáveis, quem sabe até tangíveis. Talvez porque o abstrato se concretize em ícones de desabafo.
Não tenho um assunto de estimação para escrever, escrevo sobre os assuntos que percorrem os corredores da minha imaginação. Quando eles passam entre os corredores e os percebo meio que charmosos, não resisto e invisto até conseguir desenvolver uma relação entre eu e esse tão interessante assunto. E quando os vejo transcritos sinto-me uma conquistadora mágica. Afinal de contas transformei seres invisíveis em visíveis, o abastrato em concretas letras que desenharam meus devaneios.
Agora diante da mágica, da conquista e da transcrição, confundo-me sobre minha real vocação. Talvez possa me definir como uma mágica escriba ou o contrário. Não sei ao certo, preciso de mais um tempo percorrendo meus corredores de alucinações racionais.