Em um certo momento da vida, quando já passamos por esquinas alucinantes, por corredores de desconfiança, pelas fases do vídeo-game da vida, chegamos em um momento particular, em que sabemos quem somos, como fomos construídos, e principalmente porquê somos ego e alter ego harmônicos.
Nesse momento olhar para frente e escolher um caminho torna-se o novo desafio, cada caminho avistado no horizonte torna-se palpável, mas qualquer passo dado rumo a um caminho incerto pode alterar a configuração do horizonte.
Em meu labirinto da vida tenho medo. Medo de pegar um caminho sem saída, de pegar um caminho que me leve a uma realidade distante de minhas quimeras, ou mesmo de não pegar caminho nenhum. Qualquer passo dado, ou não dado, interfere no resultado do meu futuro em construção no presente.
Contudo, percebo que esse momento, de descobrir em qual esquina desse labirinto devo virar, é só mais uma etapa desse vídeo-game da vida cheio de surpresas, ou mais uma divina estação da minha vida, ou mesmo mais um recorte de realidade que possa me fazer chegar a mais uma nova conclusão passageira ou eterna.
Entretanto, a despeito das variáveis, acho que vou encontrar o caminho certo desse labirinto. Pois o caminho certo é definido por minhas intenções, e minhas intenções moldam meu vívido caminho.