sábado, 6 de agosto de 2011

A mágica de ser escriba

Eu absolutamente amo escrever! Amo desenhar com meu objeto sagrado meus raciocínios, meus devaneios. Tenho a impressão que quando escrevo meus pensamentos, eles se tornam mais reais, mais palpáveis, quem sabe até tangíveis. Talvez porque o abstrato se concretize em ícones de desabafo.
Não tenho um assunto de estimação para escrever, escrevo sobre os assuntos que percorrem os corredores da minha imaginação. Quando eles passam entre os corredores e os percebo meio que charmosos, não resisto e invisto até conseguir desenvolver uma relação entre eu e esse tão interessante assunto. E quando os vejo transcritos sinto-me uma conquistadora mágica. Afinal de contas transformei seres invisíveis em visíveis, o abastrato em concretas letras que desenharam meus devaneios.
Agora diante da mágica, da conquista e da transcrição, confundo-me sobre minha real vocação. Talvez possa me definir como uma mágica escriba ou o contrário. Não sei ao certo, preciso de mais um tempo percorrendo meus corredores de alucinações racionais.

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